Com a proximidade das celebrações do 52.º Aniversário do 25 de Abril de 1974, nesta publicação venho dar-vos a conhecer o Museu do Aljube Resistência e Liberdade em Lisboa.
No dia 12 de Abril de 2026, eu e a minha filha tivemos a oportunidade de visitar este museu, pelo que partilho algum registo fotográfico.
O Museu do Aljube Resistência e Liberdade, inaugurado em 25 de Abril de 2015, é um espaço dedicado à memória do combate à ditadura e à resistência em prol da liberdade e da democracia, cujo edifício foi antiga prisão política de Aljube e sede da polícia secreta durante a ditadura que alojava presos políticos em celas pequenas e claustrofóbicas. O museu retrata a história do regime ditatorial e a revolução de 25 de Abril de 1974. Pretende valorizar as memórias de resistência e destacar as caraterísticas do regime ditatorial de 1926 e 1974. Ao entrar no museu, encontra-se junto à receção, o painel com inúmeras fotografias de presos políticos finalizando com a frase “Este museu honra a sua memória e coragem”.
- No andar subterrâneo, estão expostos os vestígios arqueológicos ali encontrados durante um conjunto de escavações realizadas entre 2004 e 2005.
- No piso térreo encontram-se as exposições temporárias, onde podemos ver a exposição temporária
“Antes de ser independência foi luta de libertação” como celebração dos 50 anos das independências, centrando a reflexão na ação anticolonial, antirracista e abolicionista.
Cada um dos outros pisos da exposição de longa duração é dedicado a um conjunto de temáticas.
- Piso 1: A contextualização social, económica e cultural do país, a clandestinidade, as formas da resistência, e o papel dos tribunais políticos e das polícias da ditadura.
- Piso 2: os motivos pelas quais se lutou, aqueles que lutaram e sofreram às mãos da polícia política, os interrogatórios e o circuito prisional, com a reconstituição dos “curros”.
- Piso 3: o colonialismo e a luta anticolonial, “os que ficaram pelo caminho”, encerrando-se o conjunto no dia 25 de Abril de 1974.
- Piso 4 encontramos um espaço para exposições temporárias, onde estava a exposição “Elas tiveram medo e foram”, com foco especial nas experiências das mulheres presas políticas (clandestinidade, resistência à ditadura, prisão, tortura e exílio).
Fontes:
https://journals.openedition.org/midas/4211


















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